quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Alta disponibilidade em Portais Corporativos: quando implementar?


Portais corporativos caminham rapidamente para a condição de "missão crítica", categoria das tecnologias vitais para o funcionamento das empresas. Logo, precisam estar sempre disponíveis, como nos mostra o colaborador Paulo Roberto Delpizzo neste artigo.

Com o crescimento acelerado do mercado digital em nível global, cada vez mais ouve-se falar em sistemas de missão crítica, alta disponibilidade, cluster, redundância, balanceamento de carga, escalabilidade, etc. Mas quais são as vantagens de um portal corporativo dispor desses artifícios tecnológicos?

Portais corporativos são as vitrines digitais das companhias para o mundo. Assim, a disponibilidade de seu portal pode significar a garantia de uma importante fonte de receita, de um ponto de convergência para novos negócios, do aumento da fidelização de seus clientes, dentre outras vantagens competitivas.

Extremamente versáteis, portais corporativos podem também ser utilizados como poderosas ferramentas de colaboração, de gestão do conhecimento e como interface de acesso a aplicações corporativas. Tudo isso os situa na condição de ferramentas estratégicas indispensáveis para os negócios da empresa.


Alta disponibilidade

Entende-se por sistema de alta disponibilidade aquele resistente a falhas de software, de hardware e de energia. A capacidade de um sistema manter-se no ar mesmo após a ocorrência de graves defeitos é o que o torna seguro e confiável.

Há várias formas de se implementar um sistema em alta disponibilidade, e isso varia de acordo com as necessidades da aplicação, budget disponível para o projeto, etc. Por isso, temos vários artifícios que podem ser adotados e combinados para aumentar a disponibilidade de um sistema:

· Redundância: podemos ter redundância de interfaces de rede, de fontes de alimentação, de processadores, de links de comunicação e de servidores. A redundância é uma peça primordial para sistemas de missão crítica, pois no caso de falha de algum servidor, o sistema continua funcionando normalmente. É como um avião que tem uma de suas turbinas desligadas. Trata-se de uma falha que requer atenção, mas nem por isso o avião cairá.

· Failover: a capacidade de um sistema “saber” como proceder automaticamente (sem intervenção humana) em caso de quaisquer componentes - servidores, rede ou servidor - apresentarem falhas. Por exemplo: em um portal corporativo de missão crítica, como uma extranet de uma grande empresa, caso um usuário esteja autenticado em um sistema de pedidos e um de seus componentes saia do ar, o sistema deverá ser capaz de redirecionar este usuário a outro servidor sem que o usuário perceba.

· Escalabilidade: fator determinante em um projeto planejado para acompanhar o crescimento de uma corporação, é a capacidade de um sistema crescer conforme a demanda. Um portal corporativo de uma empresa com 100 usuários, no dia de seu lançamento, deverá atender as necessidades da empresa quando ela tiver 800 usuários. Isso com a mesma performance e confiabilidade nos próximos oito anos. Para isso, deve-se planejar não só o sistema para atender a essa necessidade, mas também a infra-estrutura envolvida. Então, se no início das operações o portal contava com dois servidores, ao final de oito anos deverá contar com dezesseis.

· Balanceamento de carga: como todas as coisas, um hardware tem o seu limite. Para evitar que haja “gargalos” de CPU, de acesso ao sistema de arquivos ou mesmo à rede, podemos lançar mão dessa tecnologia para distribuir a carga de acesso àquele sistema de maneira uniforme entre os componentes do sistema.

· Cluster: podemos definir cluster como um conjunto de computadores interligados em rede, comunicando-se por meio de seus sistemas de forma que se pareça uma única máquina de grande porte. Cada computador do cluster é chamado de nó ou nodo. Como se percebe, um sistema que conta com redundância, failover, escalabilidade e/ou balanceamento de carga é em sua essência um cluster. Não necessariamente um cluster deve implementar todas essas tecnologias. Conforme mencionado anteriormente, isso vai depender das necessidades requeridas pelo sistema.


Quando e como implantar


A real necessidade de implantar um portal corporativo com alta disponibilidade depende das respostas a certas perguntas. Qual seria o prejuízo causado pela parada operacional de alguns dias no CPD de sua empresa após um incêndio? O investimento necessário para montar e manter uma infra-estrutura paralela de redundância justifica os custos para o seu negócio? Qual o tempo de interrupção considerado aceitável? O portal corporativo de sua empresa é a “alma” do seu negócio?

Se as respostas forem positivas e o tempo de parada aceitável for de apenas alguns minutos, é altamente indicado que você comece a pensar rapidamente na implementação de alta disponibilidade em seu ambiente. Um exemplo clássico de sistemas que já nascem contando com alta disponibilidade são os B2B e B2C, onde a parada dos mesmos traria consequências desastrosas para a corporação.

Diagnosticada a necessidade de alta disponibilidade, o próximo desafio é como implementar este ambiente. Entram aí outras questões bastante importantes. Escolher a estratégia acertada que irá nortear esse processo é crucial para o sucesso do projeto. Mapear a infra-estrutura envolvida nos processos de negócio da companhia, aqueles sem os quais a empresa poderia parar, detalhando cada componente da solução a fim de entender qual a importância de cada um no conjunto, é também fundamental. Atender os níveis de disponibilidade exigidos pelas áreas gestoras dos processos de negócio e o gerenciamento e acompanhamento da carga de acesso aplicada neste ambiente ajudam no planejamento dos próximos passos, caso a demanda venha a aumentar.


ROI

Muitas vezes, as empresas não possuem as métricas necessárias para mensurar quais seriam os investimentos e esforços necessários para garantir a continuidade de seus negócios através da implantação de uma infra-estrutura de alta disponibilidade.

Pois bem, se o faturamento diário dos serviços prestados em seu portal corporativo alcançam R$ 2.000,00 reais ao dia, então o investimento de R$ 100.000,00 na implantação de um ambiente de alta disponibilidade é totalmente injustificado.

Por outro lado, se a empresa fatura R$ 20.000,00 por dia por meio de seu canal eletrônico, um investimento desse montante seria muito bem-vindo para seus gestores, já que garantiria a tranquilidade e conforto da disponibilidade do sistema 24 horas por dia, sete dias por semana nos 365 dias do ano.

Contudo, a viabilidade e necessidade de investir em um ambiente destes devem ser analisadas caso a caso.


Desempenho

O prejuízo causado pela indisponibilidade operacional de portais corporativos e de sistemas em geral não é o único efeito colateral desse que é o pior pesadelo para os administradores de sistema. Mais do que a perda financeira, muitas vezes a imagem de uma empresa é manchada por conta de instabilidade e indisponibilidade de seu sistema. Além disso, como conseqüência de um problema desses a companhia pode perder um cliente para a concorrência.

Portanto, acompanhar o desempenho e a “saúde” da infra-estrutura envolvida em seu portal corporativo e nos demais sistemas é essencial ao sucesso de seu negócio. O planejamento de crescimento da infra-estrutura tecnológica torna-se estratégico para a corporação quando parte de seu faturamento e o relacionamento com seus clientes e fornecedores dependem dela. E, certamente, um sistema de alta disponibilidade estará presente nesse cenário.

Autor: Paulo Roberto Delpizzo

Questões avaliativas:
*** Após fazer a leitura do artigo acima, responda as questões e faça a postagem nesse blog;
*** Deve ser postado nesse blog, com o nome e e-mail da equipe (maximo 3 pessoas);
*** As resposta devem ser debatidas entre a equipe e respondidadas baseadas no texto.

1. Defina o que é sistema de alta disponibilidade.
2. O que são portais corporativos? E quando podem ser implantados na empresas?
3. Cites pontos positivos e negativos do uso de portais corporativos nas empresas?

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O que o Google, a Microsoft e o Yahoo sabem sobre você

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 31 de outubro de 2007 às 07h00
Atualizada em 31 de outubro de 2007 às 12h32


São Paulo - Saiba o que é possível saber sobre você buscando na internet e descubra o que as empresas de internet sabem sobre a sua vida.


Ana tem 19 anos e está cursando o primeiro ano da faculdade de direito na Universidade de São Paulo. Loira, de olhos verdes, namora Beto há dois anos e é a melhor amiga de Flávia, com quem estudou no Colégio Bandeirantes, em São Paulo. Nas horas vagas, pratica equitação e não perde um filme de Almodóvar. Mora nos Jardins e trabalha no Centro, em uma ONG de defesa dos direitos humanos.

Não é preciso ser amigo de Ana para saber nada disso, nem sequer conhecê-la pessoalmente. Basta fazer uma busca. Assim como nós, o buscador pode até não saber nada sobre Ana - veremos mais à frente que, na verdade, ele sabe. Mas a diferença é que ele sabe onde procurar - redes sociais, blogs, álbuns de fotos, sites de vídeos e todo um acervo de dados pessoais que se acumulam dia após dia pelos quatro cantos da web.

Em outras palavras, tudo aquilo que descobrimos sobre Ana teria sido ela mesma que nos contou - não fosse Ana um personagem fictício. O buscador simplesmente cumpriu o seu papel de facilitador e nos levou até ela. “Quanto mais eficaz for o buscador, mais facilmente ele vai encontrar as informações que o usuário disponibilizou na web”, diz o diretor de produtos do Yahoo! Brasil, Fabio Boucinhas. É assim que as empresas de buscas em geral encaram o uso das suas ferramentas para a procura de informações pessoais.

Leia também:
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> Privacidade: navegue sem deixar rastros

“A privacidade depende muito menos dos mecanismos e muito mais das próprias pessoas”, opina Priscila Alves, gerente de marketing e serviços do grupo de operações online da Microsoft no Brasil. O que a executiva defende é que, assim como um usuário não conta a qualquer um qual é o seu endereço ou em que colégio estudam seus filhos na vida real, ele deve ter cautela com aquilo que fala sobre si nos domínios virtuais.

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