quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Coerência. O pilar essencial do verdadeiro líder

Que o líder competente inspira pessoas comuns para atingir objetivos incomuns, não é nenhuma novidade. O que nem todos sabem é que antes de pretender liderar os outros, você precisa aprender a liderar a si mesmo.


A literatura - assim como a maioria dos programas de desenvolvimento de líderes - ainda enfatiza o uso de técnicas sobre como melhor comandar subordinados e como transformar nossas equipes em um time de alta performance. Só que ensinam, no máximo, a sermos gerentes mais eficientes da vida dos outros, não necessariamente a sermos líderes mais eficazes da nossa própria vida.

Sabemos que, ao liderar, desafiamos as pessoas a mudarem seus hábitos cotidianos, posturas, atitudes, comportamentos, modos de pensar. Enfim, a modificar a forma de encarar suas vidas. Mas, precisamos entender que a mudança começa dentro de cada um de nós. O líder, quando deseja mudar algo, deve começar a mudança em si. Deve inspirar pelo exemplo, não apenas pelo discurso.

Não se trata de uma questão técnica. Trata-se de um conjunto de atitudes, posturas, de algo intangível, mas bastante diferenciador na competência do líder. Para liderar a si próprio, cada um precisa ter uma clara percepção das suas competências e emoções, pontos fortes e fracos, necessidades, desejos e impulsos. Quem possui um elevado nível de autoconhecimento sabe o efeito que seus sentimentos têm sobre si mesmo, sobre as outras pessoas e sobre seu desempenho. Por exemplo, um líder que reconhece sua dificuldade em lidar com prazos muito curtos, planeja seu tempo cuidadosamente e delega tarefas com antecedência.

Quem se conhece bem sabe aonde quer chegar e por quê. Assim, é capaz de recusar uma oferta de trabalho financeiramente tentadora, se isso for contra seus princípios ou não se alinhar com seus objetivos de longo prazo. Por outro lado, quem não se conhece adequadamente acaba tomando decisões que geram insatisfação interior por ferirem valores profundos. E, certamente, isso afetará de forma negativa a maneira como irá liderar os outros.

Quem se conhece, admite seus fracassos com franqueza e até relata essas situações com naturalidade. Essa é uma forte característica dos que sabem liderar a si próprios, pois não necessitam fingir todo o tempo, nem tentam ser o que não são. Outra característica é a autoconfiança; aposta em seus pontos fortes, mas sabe pedir ajuda, se necessário.

Outro ponto importante para quem pretende liderar sua vida tão bem quanto pretende liderar os outros: aprender a exercer a liderança de forma coerente nas várias dimensões da vida - no escritório, em casa, na escola, na comunidade. A liderança não ocorre apenas quando estamos no trabalho. Muitos exercem o papel de líder apenas quando estão no seu ambiente formal e se comportam de modo completamente diferente - às vezes até antagônico - em outras circunstâncias da vida. Defendem certas posições e valores quando estão com o crachá das suas organizações, mas têm outras atitudes quando estão em casa ou em situações do cotidiano.

Recentemente, um alto executivo de uma grande empresa me relatou que sua filha que o acompanhava em uma viagem percebeu quando ele tentava "furar" uma longa fila para o check-in no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Na frente de todos, a jovem exclamou: "Papai, você é um líder apenas quando está engravatado no escritório. Lá todos falam que você defende valores de integridade, transparência etc. Deveria ter o mesmo comportamento também em casa e aqui no aeroporto!"

De forma emocionada, sumarizou seu aprendizado: "Preciso ser um líder 24 horas por dia e não apenas um líder meio turno." Perceber, mesmo a duras penas, a mudança que precisa promover em si mesmo é o primeiro e belo passo para aumentar sua capacidade de liderar outras pessoas.

César Souza (Presidente da Empreenda, empresa de consultoria em estratégia, marketing e recursos humanos, além de autor e palestrante. Texto baseado no seu novo livro Cartas a um Jovem Líder. Para saber mais, visite (www.cartasaumjovemlider.com.br )

FONTE: HSM 23.09.2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Teatro em klingon? Robôs cantando? Conheça as duas óperas nerds que vão ganhar o mundo


Cláudia Fusco 14 de setembro de 2010

Essa é uma boa notícia para você, caro leitor, que está cansado dos velhos remixes de músicas famosas adaptadas para o mundo nerd. Essa é para você que procura o lado mais refinado das coisas nesse mundo tão cheio de possibilidades geeks. Essa é para você que gosta de ópera (e de nerdices também – só para reforçar a ideia).

Klingon Opera (1)


O vídeo não é dos melhores (esse aqui, na verdade, é bem mais legal, mas o “embed” dele foi desabilitado… puh’takh!) Semana passada, os Estados Unidos acolheram a inacreditável apresentação de “u”, a primeira ópera interpretada em… klingon (com alguns trechos em inglês, para o deleite dos iniciantes nessa língua). A peça, cujo nome significa “universo” no idioma criado na série Star Trek, narra a trajetória épica de Kahless, o Inesquecível, uma espécie de figura messiânica entre o povo Klingon. Em turnê pelos EUA e na Europa, a próxima parada de “u” será a Alemanha, no dia 25 de setembro. E sim, ainda dá para garantir lugares. Dá para saber mais no site oficial da apresentação.
Agora, se klingon não é exatamente o seu forte, há uma opção mais legal (e igualmente nerd) para o seu divertimento. 

Opera Stars Robot Performers


Depois de dez anos de preparação, o professor do MIT Tod Machover, juntamente com 60 alunos e voluntários, conseguiu emplacar a ópera Death and the Powers, que mistura cantores humanos e robóticos. Sim, você leu certo: um coro de nove robôs gigantes, além de um cenário eletronicamente animado, acompanharão a cantoria clássica. A estreia da ópera acontecerá em Mônaco, no dia 24 de setembro, e deve chegar aos Estados Unidos em março do ano que vem.
Confesso que fiquei bem tentada a ver o que o pessoal do MIT andou aprontando. Quem aí anima uma caravana?