segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Google TV: novidades anunciadas hoje. Entenda melhor a plataforma

Aplicativos, parcerias e até mesmo uma nova página dedicada ao serviço foram divulgados. Confira!
Segunda-feira, 04 de outubro de 2010 às 16h40
Google TV, plataforma que reúne programação de televisão com conteúdo web, foi anunciada oficialmente há cinco meses e agora chegaram algumas novidades para distribuição de conteúdo dentro da plataforma.
De acordo com o blog da Google TV, já existem parceiros trabalhando com a plataforma, mas muitos deles querem aumentar o conteúdo premium que é exibido na televisão.  Confira abaixo alguns dos parceiros da plataforma:
- Turner Broadcasting: detentora de canais como TBS, TNT, CNN e Cartoon Network
- NBC Universal: criou um aplicativo para a Google TV chamado de CNBC Real-Time que permite que o usuário acompanhe feeds de notícias enquanto estiver assistindo as notícias do mercado financeiro do CNBC.
HBO: vai permitir acesso a centenas de horas de programação no Google TV através do HBO GO.
- NBA: o aplicativo NBA Game Time irá possibilitar que o usuário acompanhe os resultados dos jogos em tempo real, além de visualizar os destaques de sua equipe favorita.
Além disso, provedores de conteúdo também estão em parceria com a plataforma para oferecer títulos de filmes e séries de tv sob demanada, como é o caso da Amazon Video on Demand, que oferece mais de 75 mil títulos para aluguel ou compra. Há também o Netflix, que permite assistir filmes e séries a qualquer hora, sem limite, diretamente da TV.
Sites de notícia, como o The New Yotk Times e USA Today, e de músicas, como o VevoPandora e Napster também estão na lista de parceiros. Além disso, redes sociais como o Twitter estão trabalhando junto com a nova plataforma do Google.
Os apps que estarão na Google TV podem ser conferidos no vídeo abaixo:


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Supervírus de computador ataca usina nuclear iraniana

Jonathan Fildes - BBC - 23/09/2010

Guerra cibernética
Um tipo de vírus de computador, dos mais sofisticados já detectados, pode ter como alvo infraestrutura iraniana de "alto valor", segundo especialistas ouvidos pela BBC.
A complexidade do malware Stuxnet, programa que permite o acesso remoto ao computador infectado, sugere que ele deve ter sido criado por algum governo nacional, de acordo com alguns analistas.
Acredita-se que o vírus seja o primeiro especialmente criado para atacar infraestruturas reais, como usinas hidroelétricas e fábricas.
Uma pesquisa da Symantec, empresa norte-americana de segurança informática, sugere que quase 60% de todas as infecções mundiais ocorrem no Irã.
"O fato de que vemos mais infecções no Irã do que em qualquer outro lugar do mundo nos faz pensar que o país era alvo", diz Liam O'Murchu, da Symantec.
O Stuxnet foi detectado por uma empresa de segurança de Belarus em junho, embora esteja circulando desde 2009 e vem sendo intensivamente estudado desde então.
Stuxnet
O Stuxnet, ao contrário da maioria dos vírus virtuais, não está conectado com a internet. Ele infecta máquinas Windows por meio de portas USB e pen drives usados para transportar arquivos.
Uma vez que infecta uma máquina da intranet, a rede interna, da empresa, o vírus busca uma configuração específica de um software para controle industrial feito pela Siemens.
O Stuxnet passa então a dar à máquina novas instruções "desligando motores, mexendo no monitoramento de temperaturas, desligando refrigeradores, por exemplo", diz O'Murchu.
"Nunca vimos este tipo de ataque antes", diz ele.
Se não encontra a configuração específica, o vírus permanece inofensivo.
Arma estatal
O Stuxnet impressiona pela complexidade do código usado e por usar muitas técnicas diferentes.
"Ele apresenta muitas tecnologias que não conhecemos", disse O'Murchu, que cita as formas de se manter escondido em pen drives e os métodos de infecção.
"É um projeto enorme, muito bem planejado e financiado", diz ele.
Sua análise é similar a de outros especialistas.
"Com as provas que temos, é evidente e provável que o Stuxnet seja uma arma de sabotagem direcionada, que contou com informações de membros da indústria", disse o especialista em Tecnologia da Informação industrial Ralph Langner em artigo publicado na internet.
"Não se trata de um hacker trabalhando no porão da casa dos pais. Ele tem uma quantidade incrível de códigos apenas para infectar outras máquinas", diz ele.
"Para mim, os recursos necessários para realizar um ataque destes apontam para um governo", diz ele.
Usina nuclear
Langner sugeriu que o Stuxnet pode ter atacado a usina nuclear de Bushehr.
O especialista afirma que uma foto supostamente tirada na usina sugere que esta usa sistemas da Siemens, embora "não configurados ou licenciados corretamente".
Outros especialistas especularam que o vírus pode estar atacando a usina de enriquecimento de urânio de Natanz. Mas O'Murchu e outros dizem que não há evidências de quais seriam os alvos específicos.
Um porta-voz da Siemens disse que empresa não comentaria "especulações sobre o alvo do vírus", afirmando que a usina iraniana foi construída por uma empresa russa, sem qualquer envolvimento de sua companhia.
"A Siemens deixou o país há quase 30 anos", disse ele.
O'Murchu apresentará um estudo sobre o vírus em uma conferência em Vancouver, Canadá, em 29 de setembro.